Mostrando postagens com marcador início. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador início. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de julho de 2014

Para quando a experiência transborda...

Comecei este blog há 4 anos para contar relatos de minha ida a Florianópolis para fazer meu mestrado.
O blog parou logo depois de começar, mas agora retomo para contar outras vivências.
Coincidentemente ou não, vivências que começaram justamente em Florianópolis, durante o processo de estudo, pesquisa, investigação e escrita acadêmica que envolveu muito mais do que o âmbito da academia. Tomar a decisão de sair de São Paulo e realizar um mestrado deu início a uma transformação pessoal que só se concretizou por completo durante o primeiro semestre deste ano - 2014.

É sobre essa profunda transformação pessoal que irei escrever aqui.

Essencialmente, essa transformação foi operada por uma dolorosa e intensa crise de ansiedade pela qual passei e da qual estou me curando profundamente.

E como percebi que a cura é possível e, em especial com a diminuição de medicamentos, quero compartilhar o que passei (e ainda passo!) para que outras pessoas se sintam incentivadas a caminhar rumo a cura desta doença tão comum nos dias de hoje!

Espero que possa ajudar muitas pessoas que passam pela angústia e dor pelas quais passei.

Até a próxima!


domingo, 22 de agosto de 2010

Quando o trajeto do ônibus faz chorar

Em São Paulo os trajetos de ônibus levam às lágrimas por motivos de infinito sofrimento. Aqui as lágrimas surgem por motivos de infinita beleza. Existem dois modos de realizar o trecho de casa até a Universidade. Um deles, pelo Centro, aparenta ser mais rápido; o outro, pela Lagoa da Conceição, aparenta beleza.
O trecho é feito em duas partes: Rio Tavares até o terminal da Lagoa e Terminal da Lagoa até Universidade. O primeiro passa por uma estrada repleto de casinhas de madeira encantadoras e trechos de mata fechada (pelo menos para os meus padrões de mata fechada) e o segundo desce o morro que separa os bairros.
É nessa descida, quando a vista abrange toda a Lagoa, o pedacinho do oceano e as dunas da Joaquina, que me escapam as lágrimas.
Dia e noite: meu corpo não controla a reação pela invasão da imagem.
É a forma do corpo de lidar com a beleza que suspende a respiração: ele transborda.

O cansaço da chegada

Como decidi fazer um blog na terceira semana da minha estada, as datas não necessariamente estarão par a par com a verdade dos acontecimentos. Também ficarão meio atrapalhadas as ordens dos fatos. Por mim, está feito!
Até conseguir me alcançar falarei no passado. Será o presente do passado. Existe este tempo verbal?
Bom, o início no começo.
No dia em que cheguei, fui recebida por um afetuoso e duradouro almoço caseiro. Depois dormi, dormi, dormi. Nunca me lembro de dormir.
A minha cabeça precisa alcançar o tempo lento que meu corpo pede.

Aquilo que move.

Há três semanas mudei. Na verdade, a mudança começou muito antes. Começou no dia que decidi mudar. Vim para Florianópolis por conta de um mestrado em Artes Visuais, mas antes, vim pela potência de vida contida numa mudança.
E como toda mudança afeta aquele que se quer sentir afetado, tenho me percebido tocada por detalhes.
E chegou um ponto que transbordou. Precisei pensar numa forma para o transbordamento. Precisava que fosse pública a forma, mesmo que pública só na minha fantasia.
E por que não me utilizar de ferramentas tão contemporâneas?
Cá estou eu!
Para quando a experiência transborda: texto, imagem, som!
A minha perspectiva da viagem, da mudança, da potência.
Bon-apetit!