Por obra e graça de uma dessas promoções de uma popular empresa de transporte aéreo, me vi impulsionada a passar o feriado do dia 7 de setembro na cidade natal.
Eu tinha mesmo que pegar alguns materiais para a pesquisa, estava com saudades de alguns amigos, precisava ver a família e estava com uma curiosidade sobre o que teria havido neste um mês e uma semana de minha ausência.
E num clique: feito: eu voltaria a São Paulo!
Horas depois de ter efetuado a compra começaram a surgir os efeitos do tal ato.
Primeiro veio a excitação e logo depois uma sensação estranha, sem nome até agora.
Uma angústia como se o meu sonho aqui em Floripa tivesse prematuramente acabado. Psicologices, eu sei! Mas a coisa foi muito concreta em mim. Foi aí que eu me dei conta de que tinha mesmo mudado de vida e que não queria, mesmo, voltar para aquela.
Estou com uma sensação de estar adaptada, mas o deslumbramento constante com os pequenos feitos da nova vida me jogam na cara que ainda vivo a novidade.
Depois da angústia veio um certo pânico que culminou numa infecção express na garganta. Em questão de horas eu estava totalmente tomada por seres microscopicamente maléficos.
E lá vamos nós com o antibiótico...
Chegando em São Paulo mais um problema de saúde: um antifúngico para dar uma força.
A estada em si foi ótima: amigos muito queridos, restaurante japonês, almoço com mamãe, samba da melhor qualidade, visita ao antigo emprego (com uma recepção para lá de calorosa das crianças) terapia intensiva com a melhor amiga... O problema não foi a viagem em si, mas a ideia de voltar.
E a força da idéia é tão potente em mim que no meio da viagem comecei a ter uma alergia maluca e no penúltimo dia eu parecia personagem de filme de terror B!!!
De fato o meu corpo está indo atrás desta história de equilíbrio entre mente e corpo: agora os problemas mentais nem passam pela mente, descem direto pro corpo!
Na manhã da minha volta, o meu desespero para voltar se traduzia na lentidão com que os minutos passavam... Cada minuto tinha 456 segundos! E tenho provas!
Bom, amanhã faz uma semana que voltei e ainda não me recuperei totalmente dessa ida a SP.
Talvez porque eu ainda não tenha visto o mar desde então. Talvez porque realmente aquela cidade não caiba mais em mim. Talvez porque eu já não caibo mais nela.
Não sei.
Quando uma intensa, dolorosa e desesperada crise de ansiedade se transforma na mola propulsora para uma mudança radical de vida!
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quarta-feira, 23 de julho de 2014
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Je m'apelle...
Ontem, dia 24 de agosto, tive um dia muito agitado. Uma mistura de desconcentração, corpo na horta, excitação, marimbondos, uma hora ao celular, aula de francês, flertes, lua cheia, ônibus demorado, amiga quase terminando o namoro, supermercado às onze da noite, arroz com feijão à meia noite.
Acordei sem conseguir me mexer direito, dado o cansaço.
Meu corpo não aguenta minha mente.
Não tenho corpo que me suporte, literalmente.
Proponho uma velocidade com minha mente que minha materialidade não acompanha.
A coisa que mais tem me chamado a atenção é como o corpo é utilizado de uma outra forma aqui.
Eu, pelo menos, tenho tido uma necessidade imensa de ter um corpo que ocupe toda a sua potência, mas ele está a anos-luz disso.
Preciso exercitar meu corpo para que ele aconteça em sintonia com meu processamento mental.
E preciso exercitar minha mente para que ela harmonize com o tempo mais lento (orgânico?) que meu corpo pede.
Preciso me construir una. Preciso acabar com o Descartes que carrego. Corpo e mente precisam ser um todo orgânico que funcione mais ou menos harmoniosamente (claro que com os destemperos que temperam a vida). Aí acho que essa potência que tanto busco viver, ganhará mais um tracinho na escala de energia.
Ou seja, para conseguir concretizar ao menos alguma parte do que minha mente me joga, preciso ir pra academia!
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